Campanha tictactictac

Para quem não conhece e puder diponibilizar um minuto de seu tempo, aconselho uma olhada no site da Campanha Tictactictac, onde consta informações de como ajudar nosso planeta com a interrupção do aquecimento global, agindo em benefício do clima. Lá consta um abaixo-assinado on line, aberto a quem deseje aderir à iniciativa, que tem como fundamento mostrar ao governo brasileiro o quão a sociedade brasileira está preocupada com a questão do clima. Segue abaixo, notícia divulgada hoje no site da Campanha acerca do andamento da definição da posição brasilieira que será levada à COP-15: "Reunião do FBMC revela avanços na posição do Governo Brasileiro, mas incertezas ainda persistem Qua, 11 de Novembro de 2009 10:33 Na reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) realizada dia 09 de novembro – apenas 5 dias antes da data estipulada pelo presidente Lula para divulgação das posições que o Brasil levará para a COP15 – alguns sinais positivos puderam ser detectados. Talvez o mais emblemático tenha sido a fala da ministra Dilma Roussef, que, mudando seu discurso de algumas semanas atrás – disse que “o Brasil poderá sintetizar sua posição em torno de um número, um objetivo quantitativo voluntário. O valor exato vai depender de uma avaliação técnica, pois não falamos apenas de nossa vontade, mas das possibilidades concretas: pode ser 38%, como pode ser 42%”. É um grande progresso, para quem dizia que “nosso compromisso principal não é com o estabelecimento de números”... Outra fala merecedora de destaque é a do presidente Lula, que ao encerrar o evento declarou que “a questão das mudanças no clima já não é mais assunto só da academia e dos ambientalistas: é uma questão popular, as pessoas comuns já percebem o quanto este assunto é sério e urgente”. Mas as ressalvas persistem, quando o presidente lembra que “existe porém uma grande distância entre acreditar numa coisa que achamos certa, e conseguir convencer os outros disso, e colocá-la em prática”. Lula também declarou literalmente que nesta semana está “incumbido de telefonar para os presidentes Obama e Hu Jin Tao, para convencê-los a irem a Copenhague”. Informou sua percepção de que os chefes de Estado europeus estão dispostos a ir, citando nominalmente Nicolas Sarkozy, Gordon Brown, Ângela Merckel e os países nórdicos. Disse ainda que está articulando uma reunião entre os presidentes dos países amazônicos, programada para o final de novembro ou primeiros dias de dezembro, com o objetivo de definir uma posição comum na COP15. Quanto às expectativas do resultado dessas articulações, Lula concluiu dizendo que “se não for possível um acordo formal, detalhando tecnicamente em todos os aspectos, devemos buscar pelo menos uma firme declaração política conjunta dos chefes de Estado presentes às reuniões programadas para 16 e 17 de dezembro (durante a COP15). Mas confesso a vocês que, se ninguém for, eu também não irei”. O ministro Minc manteve o tom otimista, destacando os progressos nos entendimentos dentro do Governo e com a sociedade em geral, enfatizando as oportunidades de reduções de emissões na agricultura, nos transportes e – especialmente – na siderurgia, com o “aço verde”. Chamou também a atenção para o processo de revisão do Plano Nacional sobre Mudanças no Clima, que deverá ter sua nova versão em publicada em julho de 2010. Estas falas significativas ocorreram ao final de mais de duas horas de evento, em que os componentes da mesa comandada pelo secretário executivo do FBMC - Luiz Pinguelli Rosa – ouviram dele a síntese e as conclusões dos trabalhos realizados pelo fórum, seguidas de manifestações de representantes de diversos setores da sociedade: poder público, indústria, agronegócio, trabalhadores, academia e sociedade civil. Estavam na mesa, além de Pinguelli, o presidente Lula e os ministros Dilma, Minc e Reinold Stefanes. Na platéia, também o ministro da Saúde e os governadores do Amazonas e do Amapá, dentre outras autoridades. Em suas falas, os representantes dos diferentes setores enfatizaram as posições que já vêm manifestando nas últimas semanas, em que predomina a noção de que a COP15 é um momento de enorme importância para o Brasil, tanto na definição de indicações para a sociedade nacional, quanto para posicionamento do país no cenário internacional. A persistente polêmica quanto à amplitude dos mecanismos de mercado nos processos de REDD foi um dos pontos de divergência, mas aparentemente existe espaço para acomodação das diferentes visões sobre o tema, via definição de limites e regulação pública para aplicação de tais mecanismos. O tom mais destoante ficou por conta do representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que basicamente repetiu os pontos principais do documento recentemente divulgado pela entidade, onde - entre outras medidas muito focadas nos interesses de curto prazo de alguns setores - destaca-se a oposição a metas obrigatórias, limitando-se as expectativas quanto às ações da indústria brasileira a compromissos voluntários (mas, curiosamente, passíveis de receber benefícios e incentivos financeiros). Esta posição foi rebatida com firmeza e ironia na fala de Sérgio Leitão, do Greenpeace: “Concordaremos plenamente com a proposta da CNI quanto à ausência de metas, mas só no dia em que as empresas também eliminarem as metas de produtividade para seus executivos e funcionários”, disse ele, usando a oportunidade para enfatizar a necessidade de números claros assumidos pelo Governo, como forma de alinhar a sociedade e mobilizar motivação e recursos para o esforço necessário à inclusão do Brasil numa nova economia, de baixo carbono. A fala de Leitão não estava na agenda inicial da reunião, mas foi um dos pontos altos do evento, enfatizando num tom coloquial, por meio de exemplos concretos e bom humor, as agendas do desmatamento zero e da necessidade de metas claras e ambiciosas para que a indústria brasileira não perca sua competitividade e as oportunidades abertas pelo processo de transformação econômica em curso. O representante oficial das ONGs no evento foi Ivan Marcelo, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS), que leu o documento preparado pela entidade (anexo), no qual são enfatizados os pontos construídos nos debates realizados ao longo deste ano, nos seminários e grupos de trabalho. Além dos aspectos relativos às mudanças nos padrões de produção e consumo e nas reduções de emissões, a entidade enfatiza a necessidade de que o processo de transição para uma economia de baixo carbono seja realizado de modo a ampliar a inclusão social, diminuindo as disparidades entre ricos e pobres, tanto no próprio país, como internacionalmente. Enfatiza também a importância de viabilização do intercâmbio de tecnologias, e dos investimentos urgente em adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, que já se fazem sentir e afetam de modo mais imediato e intenso os mais pobres. A constituição de um fundo internacional com uma governança inclusiva e equilibrada é fundamental neste sentido. Concluindo sua fala, o representante do FBOMS enfatizou a importância e a representatividade da campanha TicTacTicTac, chamando o seu coordenador executivo, Aron Belinky, para que fizesse a entrega simbólica do abaixo-assinado da campanha ao presidente Lula, juntamente com a carta-aberta a ele endereçada por 38 entidades apoiadoras da campanha (anexas). A documentação foi entregue ao presidente, assim como outros materiais com mensagens da campanha. “Foi muito animador notar o interesse com que o presidente e os demais integrantes da mesa receberam os materiais, e a atenção com que os leram”, diz Belinky, concluindo que “apesar das falas do presidente Lula e da ministra Dilma ainda serem um tanto condicionais, com reticências que podem terminar em posições tímidas ou insuficientes, é inegável que houve um progresso na posição do governo. “Todas as informações possíveis estão na mesa, e as autoridades têm clareza sobre o assunto: a posição do Brasil na COP15 depende agora de decisões essencialmente políticas e negociais”, sintetiza ele, concluindo que “mais do que nunca, é importante manter a mobilização social e a pressão popular”. Na ocasião outras duas contribuições de organizações da sociedade civil foram entregues pelo coordenador da campanha TicTacTicTac ao Secretário Executivo do FBMC, que é o responsável por garantir que as mesmas sejam devidamente consideradas e encaminhadas aos ministros envolvidos e ao presidente Lula. Trata-se da "Carta contra Incineração no Brasil" - subscrita pelo Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, pelo Movimento Nossa São Paulo e outras cinco entidades articuladas por meio Instituto Pólis - e da "Carta de Organizações da Sociedade Civil e Lideranças Religiosas da Região Metropolitana de São Paulo", subscrita por 14 entidades representativas de diversas religiões, numa iniciativa articulada pelo Vitae Civilis - Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz."
Fonte: Site Tictactictac.


0 comentários:

Licitações Sustentáveis © Copyright 2010-2016. Todos os direitos reservados l Design by Leonardo Ayres l Tecnologia do Blogger