GHG Protocol - FGV-Ces

Interessante estudo sobre a emissão de gases pelas maiores empresas brasileiras foi divulgado na data de hoje. Trata-se do índice GHG Protocol, cujo mecanismo reside na realização de inventários de gases do efeito estufa. A notícia veio do Jornal do Brasil/RJ, que aponta a Petrobrás como a empresa brasileira que mais emitiu gases causadores do efeito estufa no ano passado.

Este é um tema que nos interessa diretamente, uma vez que para nós, o "falso" binômio sustentabilidade x desenvolvimento mais uma vez é trazido à mídia. Como todos sabemos, é perfeitamente possivel conciliar ambos os objetivos. O fato das maiores empresas do país aderirem ao GHG Protocol representa mais um sinal da mudança de rumos a nível corporativo.


Com tecnologia, criatividade e vontade política, conter o avanço de ameaças ambientais, como é o caso do efeito estufa, é viável.

Segue a notícia abaixo:

"FGV aponta vilãs do aquecimento BRASÍLIA - O primeiro balanço do Programa Brasileiro GHG Protocol, que contabiliza as emissões de gases de efeito estufa de 27 grandes empresas brasileiras, mostra que em 2008 esse grupo emitiu 85,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente – medida padronizada pela Organização das Nações Unidas, a ONU, para quantificar as emissões globais e que também inclui gases como metano e óxido nitroso.

O montante representa 8,5% do total de emissões brasileiras no período, quando não se consideram as emissões oriundas do desmatamento e uso da terra. O programa, coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV), é usado para calcular e inventariar as emissões de gases estufa produzidas pelas empresas para subsidiar medidas de mitigação. 

De acordo com o levantamento, apresentado na semana passada em um evento do setor empresarial sobre mudanças climáticas, das 27 empresas que aderiram ao programa, a Petrobras foi a que mais emitiu gases de efeito estufa no ano passado: 51 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que corresponde a 59% do total inventariado pela FGV. A Votorantim aparece em seguida, com 18 milhões de toneladas, e a Alcoa vem em terceiro, com 2 milhões de toneladas de CO2 equivalente. 

As principais fontes de emissão da Petrobras são provenientes da atividade da empresa: produção e refino de petróleo em 15 refinarias e 112 plataformas de extração, além das 18 usinas termelétricas e três unidades de produção de fertilizantes da petrolífera. Metodologia Empresas de outros setores (financeiro, comercial, mineração e cosmético), com índices muito inferiores de emissão, registraram atividades secundárias como as maiores fontes de poluição, como o uso de transportes e o consumo de energia elétrica. A contabilidade das empresas incluiu as emissões de gases de efeito estufa geradas a partir do uso de transportes em viagens, consumo de combustíveis e da disposição de resíduos orgânicos em aterros sanitários (o que gera emissões de metano, um dos gases que mais potencializam o efeito estufa). 

Segundo a FGV, contabilizar as emissões pode auxiliar as empresas a entrar no mercado de carbono e a implementar projetos de eficiência energética. Dentre as diferentes metodologias existentes, o GHG Protocol é a ferramenta mais utilizada pelas empresas e governos".

 Fonte: Jornal do Brasil 



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