Jair Eduardo Santana apresenta os conceitos de ACV e ACCV

Estimados leitores,
Homenageando o espírito democrático que norteia as discussões em nosso site, após contato inicial realizado, trago o ponto de vista de Jair Santana (http://www.jairsantana.com.br/), renomado autor e professor da área de Licitações e Contratos, cuja pertinente preocupação reside na implantação das Licitações Sustentáveis sem a definição de uma política pública que confira o respectivo suporte, o que pode acarretar a aquisição de produtos falsamente denominados "eco-produtos" (semelhante raciocínio para os serviços e obras):
"Tenho manifestado preocupação com as licitacoes sustentáveis externando verdadeiro “temor” pela Onda Verde (que apelidei de Tsunami Verde e Amarela). Pq? Simplesmente pq muitos tem se jogado nas licitações sem possuir uma política de sustentabilidade, anteparo daquelas. Ou seja, deve você saber que tao nocivo quanto não fazer algo é fazer algo errado. Há centenas de produtos (bens) no comércio se auto-intitulando “eco-produtos”, mas .... na verdade, quem afirma que são realmente? Ingressamos, assim, no setor da “certificação” onde a regulação é para lá de opaca. Insisto muito na ACV – avaliação do ciclo de vida (e ACCV – avaliação do custo do ciclo de vida), como parte integrante dos métodos a serem incorporados pela Política de Sustentabilidade na Administração Pública. No tocante às obras, quase que idêntico raciocínio pode ser desenvolvido. Afora a questão dos “eco-materiais”, as soluções construtivas (visando à sustentabilidade deveriam se nortear por diversos fatores (micro e macro-climas, por exemplo)."
Abaixo, alguns livros do autor:


1 comentários:

Prezado Jair Eduardo Santana,

Entendo perfeitamente a preocupação apresentada por você, com a qual compartilho, acrescentando que muitas vezes se esquece da função regulatória (de mercado) dos procedimentos licitatórios e dos impactos que determinadas opções administrativas mal feitas podem acarretar.. Aliás, a falta de uma política pública para as licitações sustentáveis, a nível federal e que englobe toda a Administração Pública (sem desmerecer as iniciativas ainda isoladas, como, por exemplo, a Portaria 061/2008-MMA e a Recomendação n.º 11-CNJ), a meu ver, está comprometendo o alcance de avanços significativos, o que já se verifica em estados como MG, MT, SP e AM (o que para mim, restou bem evidenciado com a reportagem da Revista "O Pregoeiro", de março de 2009).

Um ponto que creio que se faz necessário destacar neste momento reside no fato de que as licitações sustentáveis não se restringem às compras verdes ou algo parecido. O conceito é bem mais amplo, englobando os critérios sociais e econômicos.

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